Com o crescimento do mercado de criptomoedas, os perigos que os investidores correm também aumentam, até mesmo se a pessoa em questão tiver 14 anos, como no caso que ocorreu em Bradford, no Reino Unido, onde uma gangue de 4 pessoas sequestrou o garoto e exigiu mais de 10 mil libras (quase R$ 77 mil na cotação atual) como resgate. 

Segundo o processo movido na corte do Reino Unido, os criminosos tomaram o garoto como alvo depois que viram postagens onde o adolescente deixava implícito que tinha feito uma boa quantia de dinheiro com criptomoedas. 

O processo afirma que os criminosos agrediram o adolescente, e o levaram para um cativeiro, onde um dos bandidos socou o garoto com uma luva com areia dentro. 

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Após chegar no cativeiro, os criminosos informaram ao garoto que ele teria que ligar para sua mãe e falar do resgate, e que se a quantia não fosse paga ele não poderia voltar para casa. A ligação ocorreu e, segundo consta pelo testemunho da mãe do adolescente, ele chorava muito enquanto a exigência era feita. 

Os criminosos e a mãe entraram em acordo que só seria necessário o pagamento de 900 libras (cerca de R$ 7 mil), que foi entregue aos bandidos quando eles levaram o garoto para sua casa. Pouco depois, o incidente foi relatado para a polícia e um dos responsáveis, Muhammed Khubaib, que socou o adolescente no rosto, foi preso. Os outros três envolvidos ainda não foram identificados.

Khubaid foi sentenciado a 4 anos de prisão após se declarar culpado pelos crimes de sequestro e chantagem.

Crimes com criptomoedas

Embora um sequestro, principalmente de uma criança, por conta de criptomoedas seja algo novo, é notável que as tentativas de fraudes e crimes envolvendo o mercado de criptoativos está aumentando. 

Um exemplo no Brasil é o esquema de pirâmide operado por Glaidson Acácio dos Santos, conhecido como o “Faraó dos Bitcoins”. O golpe prometia lucros de 10% ao mês nos investimentos em bitcoins durante dois anos, sem poder retirar o aporte antes do fim do prazo. As denúncias no MPF, porém, afirmam que a G.A.S nem sequer reaplicava o dinheiro em criptomoedas com os lucros, na verdade, sendo pagos a clientes através da entrada de capital de outras pessoas atraídas pela proposta de investimento. Glaidson e sua esposa estão presos desde agosto. 

Outro exemplo são as tentativas de phishing que tem como alvo investidores das criptomoedas. Variando desde e-mails spam até mesmo falsos sites de plataformas de compra e venda dos ativos digitais, os golpes estão sendo cada vez mais comuns, retirando de forma ilegal investimentos das pessoas.

Para melhor se proteger, recomendamos evitar comentar sobre atividades pessoais com criptoativos em redes sociais, prestar atenção nos links acessados e checar o histórico das instituições que oferecem  lucro em investimentos em criptomoedas.

Fonte: The Guardian

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