O poder de mineração do bitcoin (hashrate) deu novos sinais de recuperação e bateu os 114 EH/s no final de semana, segundo relatório publicado pela Glassnode no início da semana. O valor é 53% maior do que a mínima de 58 EH/s registrada no final de junho, a menor de dois anos.

Essa recuperação, segundo a empresa, pode indicar que os mineradores da China — em fuga do país por causa do aumento da repressão do governo — aos poucos estão se fixando em novos lugares:

“A recuperação rápida do hashrate pode sugerir que os mineradores offline realocaram ou restabeleceram com sucesso seu hardware, recuperando custos e provavelmente reduzindo o risco de pressão de venda de liquidação”.

“Hardwares anteriormente obsoletos foram retirados da poeira e encontraram um novo sopro de vida”.

Os Estados Unidos, que têm 7% do poder de mineração global, e países com energia barata, como o Cazaquistão, têm sido os destinos preferidos das mineradoras chinesas.

Mercado em alta

Essa leve recuperação do poder computacional, ainda segundo a Glassnode, também é um indicativo de que o mercado pode estar prestes a entrar em alta.

Isso ocorre porque há uma expectativa de que os mineradores vão reagir ao aumento segurando as moedas, em vez de vendê-las.

Esse comportamento coloca pressão sobre o BTC, resultando em preços maiores. Cabe reforçar, no entanto, que essa correlação nem sempre faz sentido, conforme mostra este gráfico da Bitinfocharts.

Leve queda

Apesar da alta do final de semana, o hashrate ainda está longe do topo de 198 EH/s, registrado em abril na semana em que o bitcoin alcançou sua máxima histórica de preço.

Entre o domingo (11) e a segunda-feira (12), o hashrate registrou uma leve redução para 89 EH/s, a mesma vista no início do mês de julho, segundo o Ycharts.

Já o BTC era negociado a US$ 33.843 na manhã desta terça-feira (13), valor 1,68% menor do que o do dia anterior.

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