Após a rede do bitcoin (BTC) reduzir a dificuldade de mineração da criptomoeda em 28% no último sábado (03), a maior queda até então, a renda dos mineradores parece ter aumentado em mais de 50%. Isso acontece em um momento em que quase metade da rede da moeda digital foi afetada pelas proibições na China sobre a mineração do ativo, diminuindo drasticamente a taxa de hash global.

Mineração de bitcoin (Marco Verch/Flickr)

Mineração de bitcoin (Marco Verch/Flickr)

Anteriormente responsável por pelo menos 65% da mineração de bitcoin, a China apertou as proibições sobre a atividade no país e expulsou mineradores. Diante do menor número de máquinas trabalhando para processar os blocos de dados e manter o blockchain da criptomoeda, a rede atualizou o algoritmo que determina a dificuldade de se minerar um bloco de dados.

Na prática, a mudança permitiu que os mineradores ainda ativos processassem mais blocos em menos tempo, que, em conjunto com a concorrência reduzida, aumentou drasticamente a renda gerada pela atividade.

Mineração mais fácil e com menos concorrência

De acordo com dados da plataforma de serviços cripto Blockchain.com, a renda diária acumulada pelos mineradores de bitcoin girava em torno dos US$ 20 milhões na última sexta-feira (02), um dia antes da rede da criptomoeda diminuir a dificuldade de mineração em 28%. Poucos dias após a mudança, esse valor saltou para aproximadamente US$ 31 milhões, representando um aumento de mais de 50% registrado na segunda-feira (05).

A empresa de análise de dados Glassnode afirmou em seu último relatório semanal sobre blockchain que há uma “dinâmica curiosa” ocorrendo. De acordo com o documento, enquanto aproximadamente 50% do poder de mineração está offline após as repressões do governo chinês, os mineradores restantes viram metade de sua concorrência desaparecer.

“Embora o protocolo agora esteja emitindo o mesmo número de moedas que normalmente o faz…, estamos em uma situação em que metade da rede dobrou sua receita e a outra metade da rede essencialmente não está produzindo nada”, conclui o relatório da Glassnode. Estima-se que a lucratividade da atividade tenha voltado para os patamares de quando o bitcoin era negociado entre US$ 55.000 e US$ 60.000.

Contudo, essa dinâmica deve se equilibrar aos poucos quando os mineradores expulsos da China voltarem a operar. Com isso, a concorrência deverá ser lentamente retomada e o algoritmo do bitcoin provavelmente aumentará a dificuldade de mineração da criptomoeda com o tempo.

Com informações: Cointelegraph



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