Criptomoedas: Brasil está entre os países mais interessados ​​em Ethereum, EUA e Alemanha lideram, diz estudo
Ethereum. Foto: Pixabay

A Ethereum, a segunda maior criptomoeda do mundo, atingiu recentemente recorde de US$ 4.350 (cerca de R$ 25 mil), com valor de mercado de US$ 500 bilhões. Deste modo, desde que a moeda digital aumentou seu valor seis vezes desde o início do ano, ela vem sendo cada vez mais procurada.

Diante disso, o site inglês Invezz.com, utilizou a ferramenta analítica online Ahrefs para estabelecer quais países do mundo estão mais interessados ​​na criptomoeda.

A pesquisa apontou que os Estados Unidos estão em primeiro lugar, com uma média substancial de 1,1 milhão de pesquisas online por mês.

Em segundo lugar está a Alemanha, com uma média de 736.300 pesquisas online. A Turquia está na terceira posição, com uma média de 408.500 pesquisas online por mês.

Já o Brasil, fica em quarto lugar, com 259.600. Em seguida estão:

  • França: 247.100 pesquisas
  • Reino Unido: 230.000 pesquisas
  • Canadá: 203.000 pesquisas

Quando se trata do preço do éter, há uma média de 366.800 pesquisas online por mês de ingleses que verificam especificamente o preço do éter.

Na outra ponta, na 20ª posição, está a Áustria, onde há uma média de 37.700 pesquisas online por mês de austríacos interessados ​​na moeda digital.

O que é a Ethereum

A blockchain poderia ser considerada como um grande computador global, utilizado por milhares de pessoas e empresas, para assinar contratos inteligentes, softwares que permitem rodar centenas de aplicativos de forma descentralizada, sem intermediários.

Os contratos inteligentes permitem solicitar e obter empréstimos em poucos minutos, oferecendo uma criptomoeda como garantia. Além disso, permitem pagar e receber juros, trocar os chamados NFT (token não fungíveis), verdadeiros objetos de coleção ​​digitais.

As aplicações da Ethereum são potencialmente infinitas e podem, teoricamente, abranger qualquer campo, do imobiliário à administração pública.

Existem, claro, concorrentes da Ethereum, como a Cardano, Polkadot, Solana ou Binance. Entretanto, atualmente a blockchain tem uma participação de mercado tão alta que poucos apostam que pode ser contornada.

Muito dependerá das atualizações que os desenvolvedores – liderados pelo russo Vitalik Buterin, 27 anos – lançarão.

A primeira atualização (Eip-1559) está prevista para estrear em julho e prevê uma mudança na política de criação da cripto.

Enquanto até hoje os mineradores de Ether (aqueles que disponibilizam seu poder de computação validando transações na rede ERC-20) recebem tanto uma recompensa quanto comissões, a partir dessa atualização não embolsarão mais comissões.

Eles serão “queimados” e isso significa que se as transações no circuito forem altas o suficiente para gerar comissões maiores do que as recompensas, a rede se tornará deflacionária: o número de Ether diminuirá em vez de aumentar.

Por esta razão, há quem pense que a Ethereum possa colocar em dúvida o papel de reserva de valor que o Bitcoin está adquirindo entre os investidores. Hoje existem 19 milhões de Bitcoins no mundo – em um total de 21 milhões – decentralizados em 10 mil centros independentes e não coordenados deslocados em todo o mundo.

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