Bitcoin; criptomoeda (Foto: Pexels)
Bitcoin; criptomoeda (Foto: Pexels)

Dogecoin e bitcoin são duas das criptomoedas mais badaladas do momento. A primeira delas atingiu um recorde na quarta-feira (26/5), depois de chegar a cerca de US$ 0,69 (o equivalente a R$ 3,66) e registrar um aumento de preço, pelo menos, 12.000% este ano. Já a outra moeda digital bateu mais de US$ 63.000 (aproximadamente R$ 334,5 mil) no mês passado. As informações são da CNBC.

Dadas essas carcaterísticas, muita tem feito comparações entre as criptomoedas. Pesquisas como “dogecoin the next bitcoin?” têm sido frequentes no Google. Mas as moedas virtuais têm grandes diferenças. Confira, a seguir, as três mais importantes, de acordo com especialistas.

Bitcoin tem ‘escassez embutida’

Meltem Demirors, diretora de estratégia da CoinShares, explica que o dogecoin é inflacionária, o que significa que “mais doge é impressa a cada minuto, de cada dia”, dando a à criptomoeda “um suprimento potencialmente infinito”.

Segundo a especialistamla, mais de 10.000 unidades de dogecoin são emitidas por minuto. Isso equivale a quase 15 milhões diariamente ou mais de 5 bilhões por ano. Sendo assim, um “limite ilimitado” no fornecimento pode impactar negativamente o valor ao longo do tempo.

O bitcoin, por outro lado, aponta James Ledbetter, editor do boletim informativo da fintech FIN e colaborador da CNBC, tem um suprimento finito de 21 milhões, o que cria uma “escassez embutida… semelhante à forma como o ouro ou diamantes –são valiosos porque são escassos”.

Dogecoin foi ‘criado para idiotas’

Outra diferença entre as duas é a premissa sobre a qual cada uma foi criado. O bitcoin foi lançado em 2009 com um white paper extremamente detalhado, assinado por seu criador, Satoshi Nakamoto. A intenção dele era que o ativo se tornasse uma moeda digital descentralizada proeminente –hoje, é visto pelos defensores como ouro digital e uma proteção contra a inflação.

Ao longo de 12 anos, a confiança na criptomoeda vem crescendo, sobretudo entre investidores institucionais e de varejo –o que levou aos valores recordes deste ano.

Em comparação, o dogecoin surgiu como uma piada, em 2013, pelas mãos dos engenheiros de software Billy Markus e Jackson Palmer. Com base no meme “Doge”, que retrata um cão shiba inu, a dupla não pretendia que fosse levado a sério.

Foi “criado para bobos”, escreveu Markus em um post recente do Reddit . “Eu lancei tudo junto, sem qualquer expectativa ou plano. Demorou cerca de 3 horas para fazer.”

Como resultado, o dogecoin carece de desenvolvimento técnico e não é tão seguro quanto o bitcoin. Com o passar dos anos, o desenvolvedor ficou surpreso ao ver como a comunidade dogecoin cresceu rapidamente. Explodiu depois do burburinho nas redes sociais provocados por nomes como Musk e Mark Cuban.

Bitcoin tem um ecossistema bem financiado

Embora por muitos anos o dogecoin tenha sido desenvolvido por engenheiros que copiaram o código exato do software da moeda concorrente, o bitcoin tem um ecossistema extenso e bem financiado.

Mike Novogratz, CEO da Galaxy Digital, disse ao “Squawk Box”, da CNBC, que o bitcoin é “uma reserva de valor bem pensada e bem distribuída que durou 12 anos e está crescendo em adoção. E o dogecoin literalmente tem dois caras que possuem 30% de todo o estoque”.

A sua preocupação é a de que o entusiasmo em torno do dogecoin se espalhe e não haja desenvolvedores e nem instituições apostando no programa. “É um pouco como um dedo médio para o sistema. É perigoso porque, uma vez que esse entusiasmo passe (se passar), você terá um longo caminho para baixo”, afirmou Novogratz. “Mas eu não quero desacreditar.”

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