Este artigo foi escrito exclusivamente para o Investing.com

  • Cada novo lançamento de produto gerou uma nova máxima

  • Microcontratos futuros na CME aumentarão a liquidez – Margens menores

  • Alta parabólica continua intacta apesar da correção recente após listagem da COIN

  • Rumo a US$100.000 até o fim de 2021?

  • Força de alta pode aumentar com ETFs – SEC adotará posicionamento cauteloso

A Bolsa Mercantil de Chicago (CME) opera contratos de índices futuros e opções de todo o mundo. A plataforma da CME oferece uma variedade de produtos no mercado futuro, desde ativos financeiros até commodities. No fim de 2017, a CME lançou os contratos futuro de . Após sua estreia, o preço da criptomoeda atingiu seu primeiro pico a mais de US$ 20.000 por token.

Em 8 de fevereiro de 2021, a CME deu o próximo passo no mundo das moedas digitais ao listar os contratos futuros de . Desde que começaram a ser negociados, os tokens de já registraram uma série de máximas recordes.

Bolsas de mercados futuros, como a CME, fazem dinheiro sobre os volumes negociados. A liquidez é essencial para o sucesso. Embora a Coinbase (NASDAQ:), plataforma de negociação de ativos digitais recém-listada, represente um risco para os produtos da CME, a COIN não oferece futuros. A empresa atua como uma plataforma de infraestrutura para negociar e investir na criptoeconomia. Tanto a CME quanto a COIN lucram com volume e liquidez.

Apesar de o e o ethereum serem apenas duas criptomoedas em um universo de 9.637 criptoativos, que não param de crescer a cada dia, respondem atualmente por 62,2% da capitalização de mercado da classe. Por isso, são os dois tokens mais líquidos do criptomercado.

O passo seguinte da CME na expansão do seu mercado de contratos de moedas digitais foi o lançamento dos microcontratos futuros de bitcoin, que representam um décimo do tamanho de um bitcoin. Os novos microcontratos, que começaram a ser negociados em 3 de maio, ampliarão o mercado potencial das criptomoedas.

Cada novo lançamento de produto gerou uma nova máxima

Desde o fim de 2017, cada novo produto ou evento no universo das moedas digitais gerou novas máximas recordes.

Os contratos futuros da CME, naquele período, fizeram o preço do bitcoin atingir seu primeiro pico significativo, a mais de US$ 20.000 por token. No fim de 2020 e início de 2021, investimentos consideráveis da Square (NYSE:) e da Tesla (NASDAQ:) (SA:) impulsionaram o preço do bitcoin, bem como a aceitação de tokens como forma de pagamento de bens e serviços por um número crescente de companhias.

No dia 14 de abril, a Coinbase abriu seu capital na . O IPO da plataforma que só negocia criptomoedas fez o bitcoin registrar seu mais recente recorde a US$ 65.520 por token. Após uma correção até o nível de US$ 47.395 em meados de abril, o preço voltou para perto do nível de US$ 57.000 em 3 de maio, quando a CME lançou seu mais novo produto, os microcontratos de bitcoin.

Microcontratos futuros na CME aumentarão a liquidez – Margens menores

O contrato padrão de bitcoin lançado pela CME em dezembro de 2017 contemplava cinco moedas de bitcoin. Na máxima recente, o valor desse contrato disparou para US$ 327.600.

Fonte: CQG

Fonte: CQG

O gráfico mostra que a volatilidade semanal histórica com frequência superou o nível de 100% no mercado futuro de bitcoin. O alto nível de variação de preços exige margens suficientes para manejar o risco de negociar esses contratos, tanto na compra quando na venda. A margem original exigida para o bitcoin futuro subiu para US$ 160.000 por contrato, o que limita a participação de mais investidores no mercado futuro de moedas digitais.

No dia 3 de maio, entrou em cena o microcontrato futuro de bitcoin. Cada microcontrato reflete o preço de um décimo de um bitcoin. A US$ 58,000 por token, o tamanho do microcontrato nominal é de cerca de US$ 5.800. A margem inicial como porcentagem desse valor continua bastante elevada, mas US$ 2.500 mais ou menos por contrato protege a bolsa, a liquidação e os participantes do mercado, ao mesmo tempo em que amplia o mercado potencial do bitcoin futuro.

Alta parabólica continua intacta apesar da correção recente após listagem da COIN

O mundo nunca viu um bull market tão intenso como o do bitcoin durante minha existência.

Fonte: CQG

Fonte: CQG

O gráfico mensal do bitcoin futuro na CME mostra o impressionante rali desde o fim de 2017, quando o preço mais do que triplicou na recente máxima, mas só revela uma pequena parte da história.

Fonte: 99BITCOINS

Fonte: 99BITCOINS

Valorização do bitcoin durante sua existência, meados de julho de 2010-abril de 2021

O gráfico acima mostra a alta de cinco centavos, em meados de julho de 2010, até US$ 65.520 em abril de 2021. Um investimento de US$1,00 em meados de 2010 valeria mais que US$1,3 milhão na máxima de 14 de abril. Naquele momento, US$ 10 investidos valeriam US$ 13 milhões. Qualquer pessoa que tivesse investido US$ 11 somaria uma fortuna de mais de US$ 130 milhões.

Rumo (SA:) a US$100.000 até o fim de 2021?

Os mercados parabólicos de alta podem atingir máximas irracionais, ilógicas e desarrazoadas. Prever o preço do bitcoin é o mesmo que jogar um dado em um tabuleiro, em razão da volatilidade.

Dan Morehead, CEO da Pantera Capital, acredita que o Bitcoin alcançará US$ 115.000 por token em 2021 e US$ 100.000 até agosto. Ele fez a previsão quando o bitcoin estava a US$ 11.600 em agosto de 2020.

Um artigo recente publicado na Forbes opinou que o Bitcoin poderia atingir US$ 400.000 por token até o fim do ano. É impossível acertar topos em mercados de alta ou fundos em mercados de baixa. O petróleo nos mostrou isso durante sua queda no ano passado, quando, em 20 de abril, seu preço brevemente ficou abaixo de US$ -40 por barril.

A única projeção que posso fazer é que as tendências de mercado são forças potentes que guiam o caminho de menor resistência para os preços de todos os ativos. A tendência de alta no bitcoin continua firmemente intacta. No entanto, a história sugere que ele aguarda mais um evento capaz de fazê-lo voltar à estratosfera de máximas mais elevadas.

Força de alta pode aumentar com ETFs – SEC adotará posicionamento cauteloso

Os microcontratos de bitcoin devem aumentar a liquidez para investidores e traders, mas os futuros continuam sendo um nicho limitado para o mercado potencial.

O bitcoin e outras milhares de moedas digitais esperam a aprovação de ETFs e ETNs por parte da SEC, o que pode turbinar o preço dos ativos.

Os ETFs são negociados em mercados à vista, por isso ficam disponíveis para um público mais amplo. Em razão do interesse de investidores mais jovens, o bitcoin e ETFs de moedas digitais pode aumentar o nível geral de participação no mercado à vista.

A decisão está agora nas competentes mãos do presidente da SEC, Gary Gensler. Co chefe da CFTC na presidência Obama, Gensler supervisionou os primeiros dias de aprovação do contrato futuro de bitcoin na CME. Após seu mandato na instituição, passou a lecionar um curso sobre Fintechs no MIT.

Por isso, na SEC, a principal preocupação de Gensler será proteger o público investidor. A volatilidade dos preços das moedas digitais é uma razão para proceder com extrema cautela.

Em sua coletiva de imprensa no fim de abril, o presidente do Fed, Jerome , foi perguntado sobre sua visão sobre o dólar como moeda digital. Sua resposta ficou em linha com a abordagem de Gensler, ao dizer: “O mais importante é fazer certo, e não rápido”.

O mesmo processo deve ocorrer com os ETFs de bitcoin e outras moedas digitais na SEC.

Os microcontratos futuros na CME devem aumentar o mercado potencial do bitcoin e da classe de ativos. Contudo, o mercado de ETF/ETNs é um gorila de 800 libras capaz de desencadear mais um frenesi especulativo, fazendo os preços dispararem.

Por isso, a tendência é sua amiga e ela é de alta, mas a volatilidade histórica, que geralmente supera a marca de 100%, é uma razão para ter extrema cautela.





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