Bitcoin

A 2TM, holding do Mercado Bitcoin, está reformulando seu braço voltado a clientes de altíssima renda e investidores institucionais, em uma aposta na popularização das criptomoedas junto às tesourarias de grandes empresas, gestoras independentes e family offices. 

Desde 2018, esses clientes eram atendidos pela área de OTC (sigla em inglês para “mercado de balcão”) do Mercado Bitcoin, movimentando cerca de R$ 100 milhões no período. Parte importante da clientela era formada por investidores que queriam operar “arbitragem” — lucrar com a diferença de preço entre as corretoras de criptmoedas pelo mundo. 

Agora, a holding transformou o negócio em uma nova fintech, a MezaPro, com a meta de dobrar a cifra até o fim do ano. O foco são clientes cujas ordens de compra de bitcoins e afins superem R$ 100 mil. 

— Assim como existem mesas de câmbio, nós criamos uma mesa de criptoativos. Com a entrada das chamadas “grandes baleias”, que são os institucionais, temos uma enorme expectativa sobre esse mercado. Mas clientes que precisavam operar grandes volumes tinham carência de informação e não tinham a quem recorrer no Brasil — afirma o diretor Guto Antunes (foto), que chegou ao grupo em março vindo da área institucional da tesouraria do Safra.

A criação da MezaPro responde a uma demanda que já vinha crescendo organicamente. Desde novembro, a base de clientes institucionais do Mercado Bitcoin cresceu 50%, segundo Antunes. 

— Antes, quem investia nesse mercado era uma espécie de cyberpunk. Isso acabou, e hoje está muito clara uma correlação direta entre o mercado tradicional e o de criptomoedas. Na semana passada, a tesouraria de uma empresa brasileira de capital aberto fez sua primeira alocação em criptoativos para testar uma nova política de investimentos, por exemplo — diz o executivo, sem citar o nome da companhia.

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