O Mundo Cripto Feminino e o Projeto Hold BTC 100, projetos educativos sobre criptomoedas de Cátia Azenha e Huberto Leal, lançaram uma campanha de arrecadação solidária para a Associação Fala Mulher, que atua no enfrentamento à violência doméstica contra a mulher e na promoção da independência financeira feminina

Segundo os realizadores da ação, a campanha tem como objetivo a doação de Bitcoin (BTC) e criptoativos diretamente para a carteira da associação. A Fala Mulher receberá formação básica sobre criptomoedas, como guardar em segurança, e como declarar as criptomoedas à receita – com a ajuda de Ana Paula Rabello do projeto Declarando Bitcoin.

Quem doar um valor acima de R$ 30 e enviar o comprovante da transferência para a organização, vai ficar habilitado a entrar no sorteio que será realizado de cursos doados por alguns influenciadores, um NFT exclusivo da campanha e uma KryptoSteel. O sorteio será realizado no dia 22 de Dezembro. 

A campanha, que começa esta quinta 25, tem também patrocínio de várias empresas e P2P que farão a doação diretamente para a institução.

Fala mulher

Nos 17 anos de sua atuação o Fala Mulher atendeu mais de 25 mil mulheres vítimas de violência e acolheu mais de 800 pessoas em abrigos sigilosos.

“Temos dois centros de defesa e convivência da mulher, onde ela recebe os primeiros atendimentos por parte de assistente social, advogado, psicólogo. Lá também é um lugar de formação profissional. Temos oficinas de costura, de tear, de bijuteria. Recebemos bastante ajuda do Sebrae e de outros parceiros para que essas mulheres se tornem empreendedoras”, declarou Edwiges Lúcia Horváth, presidente da Associação Fala Mulher.

Edwiges destaca que a dependência econômica é um dos fatores pelos quais as mulheres se sujeitam à violência doméstica. Por isso, a ONG incentiva as mulheres a se tornarem empreendedoras.

Além desses centros de convivência, a ONG possui duas casas-abrigo sigilosas, para acolher mulheres e seus filhos em risco eminente de morte.

“Essas casas têm 20 vagas para mulheres que ficam até poderem trabalhar e sair de lá com a possibilidade de se tornarem chefes de família”, comenta Edwiges Horváth.

A associação foi fundada em 2004 pela psicóloga canadense Suzanne Marie Mailloux, ela própria vítima de violência doméstica.

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